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Japão quer que a Europa não levante o embargo de venda de armas à China

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Japão quer que a Europa não levante o embargo de venda de armas à China

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O primeiro-ministro japonês quer que a Europa mantenha o embargo de venda de armas à China. Os Vinte e Cinco discutem, actualmente, o fim eventual da proibição, pressionados pela França e pela Alemanha.

Junichiro Koizumi, que esta segunda-feira foi recebido, no Luxemburgo, por Jean-Claude Juncker e Durão Barroso, diz que a Europa e o Japão têm uma visão diferente do problema. Para a Europa, diz, a China é um mercado lucrativo. Para o Japão, o levantamento do embargo põe em causa a segurança de todo o Leste Asiático. Koizumi deu conhecimento das suas preocupações aos líderes europeus e, em troca, ouviu Jean-Claude Juncker tranquilizá-lo. Segundo o presidente em exercício da União, mesmo que o embargo seja levantado, a Europa não prevê aumentar a venda de armas, em proporções que ameacem a segurança da região. Os dois blocos discutiram também um outro ponto quente da agenda bilateral: a localização do ITER. Dois locais concorrem para a sede do projecto do futuro reactor experimental termonuclear. Cadarache, em França, é a escolha da União, com o apoio da Rússia e da China. Do outro lado, está Rokkasho-mura, no Japão, local preferido também pelos Estados Unidos e Coreia do Sul. Este projecto científico não avança, por falta de acordo sobre o local a escolher. A União ameaça continuar sozinha, se os seis parceiros não chegarem rapidamente a um acordo político. Fora estes dois dossiês, as relações entre Europa e Japão são, no geral, boas. Sobretudo no que toca às questões económicas. Juntos, representam 40% do PIB mundial e as trocas comerciais entre os dois blocos valeram, em 2004, 150 mil milhões de euros.