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Revisão do tratado de não proliferação nuclear debatida em Nova Iorque

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Revisão do tratado de não proliferação nuclear debatida em Nova Iorque

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Um apelo à “destruição de todas as armas nucleares” juntou milhares de pessoas numa manifestação em Nova Iorque, na véspera da cidade acolher as reuniões dos 188 membros signatários do tratado de não proliferação nuclear.

O protesto convocado por duas organizações pacifistas norte-americanas, contou com a presença simbólica dos presidentes da câmara das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, destruídas pela bomba atómica em 1945. Como afirma um dos manifestantes, o objectivo do protesto “é o de pedir ao presidente Bush para que destrua as armas nucleares, para que respeite o acordo de não proliferação e para que retire as suas tropas do Iraque”. Até dia 27 de Maio os países que acordaram a redução do seu arsenal nuclear deverão debater a revisão do tratado de não-proliferação, em vigor desde 1970, mas que continua a não ser aplicado por metade dos signatários. Países como Rússia ou Estados Unidos querem aproveitar a reunião para aumentar a pressão sobre o programa nuclear iraniano ou da Coreia do Norte, no entanto os dois países afirmaram estar, por seu lado, a desenvolver novos tipos de armamento nuclear. As reuniões são marcadas pelas proposta de revisão do tratado apresentadas pela Agência Internacional de Energia Atómica que continua a insistir no papel do chamado “protocolo adicional”. Uma alínea que prevê a deslocação de inspectores de desarmamento aos países suspeitos de violar o tratado, uma medida cuja aplicação divide os países signatários.