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Polémica sobre o Iraque não afecta favoritismo de Blair

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Polémica sobre o Iraque não afecta favoritismo de Blair

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A um dia das legislativas no Reino Unido os protestos contra a guerra no Iraque continuam a rondar Downing Street. Ontem, dezenas de familiares de soldados mortos em combate foram bater à porta de Tony Blair. Os manifestantes ameaçavam lançar uma acção judicial contra o primeiro-ministro caso este não abra nas próximas duas semanas um inquérito público às razões que levaram os militares britânicos ao Iraque.

A mãe de um dos militares protesta: “esta guerra é ilegal e Blair matou o meu filho. Nós não estamos contentes com o relatório oficial do governo e queremos agora que Blair pague por todas as mortes, tanto de rapazes inocentes como de iraquianos”. Mas o resultado económico da “terceira via” de Blair ao final de dois mandatos sucessivos deverá falar mais alto à hora de votar. As últimas sondagens dão 10% de vantagem a Blair, que conta com 39% das intenções de voto. Ontem afirmou que, “o que está em risco nestas eleições são os empregos, a estabilidade da economia e o investimento nas escolas e hospitais se os conservadores ganharem”. Do lado dos “Tories”, Michael Howard, que segundo as sondagens poderá recolher 29% de votos, aposta nos últimos dias de campanha em temas domésticos como o crime, a imigração ou os impostos. Ontem voltou a defender a criação de centros de acolhimento de estrangeiros em países terceiros à União Europeia. Em terceiro lugar nas sondagens estão os Liberais democratas de Charles Kennedy com 22% de intenções de voto e que têm centrado a campanha em zonas até agora dominadas pelos conservadores.