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ASEM: Europa discute nuclear e direitos humanos com parceiros aisáticos

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ASEM: Europa discute nuclear e direitos humanos com parceiros aisáticos

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A ameaça nuclear da Coreia do Norte e a situação dos direitos humanos em Myanmar são dois dos temas quentes da cimeira ASEM que, reúne, no Japão, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Vinte e Cinco e de 13 países asiáticos.

Quase um ano depois da última ronda de negociações, aumentam os receios de que Pyongyang se prepare para fazer testes nucleares. Em Fevereiro, a Coreia do Norte anunciou ter armas nucleares e recusa-se a retomar o diálogo, interrompido em Junho do ano passado. O Japão diz estar a perder a paciência e o ministro Nobutaka Machimura ameaça recorrer ao conselho de segurança das Nações Unidas. A União Europeia, por seu lado, aproveitou esta reunião de Quioto para pressionar as autoridades de Myanmar (ex-Birmânia), a quem foi apresentada uma lista de presos políticos que a Europa quer ver libertados. A União acenou ainda com um aumento da ajuda ao país, caso a democracia progrida, como sublinha Benita Ferrero Waldner, a comissária europeia para as Relações Externas: “Vamos insistir fortemente na questão da libertação de Aung San Suu Kyii [a prémio Nobel da Paz], e de outros presos políticos, e também queremos pedir [a Rangun] que a convenção nacional seja aberta a todos os partidos políticos.” A questão do levantamento do embargo europeu de venda de armas à China também foi discutida. O Japão continua a manifestar-se contra, alegando razões de segurança de toda a região e acusando a Europa de pensar apenas nos aspectos económicos. O ASEM é um dos maiores fóruns que não inclui os Estados Unidos. Os 38 países do grupo representam 60% do comércio mundial.