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Há 60 anos Moscovo celebrava da mesma forma o dia da Vitória

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Há 60 anos Moscovo celebrava da mesma forma o dia da Vitória

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Moscovo engalanou-se para celebrar os 60 anos da vitória dos aliados sobre a Alemanha nazi. Mais de 50 chefes de Estado e de governo responderam ao convite do presidente russo Vladinmir Putin. A parada militar na Praça Vermelha deu o mote para o início da celebração.

No discurso dirigido aos veteranos de guerra, Putin afirmou que “jamais deve ser permitida uma outra guerra fria ou qualquer outra guerra e apelou à solidariedade no combate ao terrorismo. O presidente russo afirmou ainda que Moscovo recordará sempre o auxílio que os Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, assim como os antifascistas alemães e italianos, deram à Rússia para derrotar a Alemanha nazi”. Houve também uma palavra para o que Putin chama de “histórica reconciliação da Rússia com a Alemanha”, que considera “um dos acontecimentos mais importantes do pós-guerra e um digno exemplo para a política mundial contemporânea”. Mais de 7 mil soldados e oficiais, e cerca de 2500 antigos combatentes russos da II Guerra desfilaram na parada militar na Praça Vermelha. A bandeira da vitória, que há 60 anos foi içada sobre o Reichtag, o parlamento alemão, em Berlim, deu início ao desfile. A 8 de Maio de 1945, o russo Mikhail Yegorov e o geprgiano Meliton Cantaria, militares do exército soviético, colocaram o estandarte da sua divisão na cúpula do parlamento destruído. A vitória consumava-se. No dia 9 de Maio do mesmo ano a população saía à rua, encheu a Praça Vermelha e assistiu a uma parada, com os seus heróis de então, os sobreviventes da guerra. Putin há muito que sonhava com este momento – uma festa grandiosa para celebrar os 60 anos da vitória, de forma a recolocar a Rússia no mapa geopolítico. As dezenas de chefes de Estado e de governo fizeram justiça ao esforço da então União Soviética na guerra, onde quase 30 milhões de pessoas, entre civis e militares, morreram. Mas, quanto ao papel que Moscovo quer hoje ocupar no mundo, nem todos estão de acordo, e há muitos que olham com alguma desconfiança essa sede de protagonismo do Kremlin.