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Sharon anuncia adiamento de retirada e libertação de prisioneiros

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Sharon anuncia adiamento de retirada e libertação de prisioneiros

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No mesmo dia, o primeiro-ministro israelita voltou com a palavra atrás duas vezes: adiou a libertação de prisioneiros e adiou também a retirada dos colonatos da Faixa de Gaza. A saída dos colonos estava prevista para Julho, mas Ariel Sharon evocou razões religiosas para o adiamento para meados de Agosto.

O chefe de governo alegou não querer ferir as susceptiblidades dos colonos judeus que, nessa altura, cumprem o chamado período de luto em que é habitual não fazer a barba, não comer e não celebrar casamentos. É entre o final de Julho e meados de Agosto que se celebra a destruição do Templo de Jerusalém pelos exércitos da Babilónia. No dia das declarações do primeiro-ministro israelita, está reunido, em Moscovo, o quarteto que elaborou Roteiro de Paz. O secretário-geral das Nações Unidas continua a dizer que o momento é decisivo, tanto para israelitas como para palestinianos. Koffi Annan reafirma o apoio a ambas as partes do conflito e também à retirada de Gaza e de quatro colonatos da Cisjordânia. Quanto aos prisioneiros, os 400 que faltam não se sabe quando deixam as prisões israelitas. Esta segunda-feira, em Israel, as forças de segurança estão em estado de alerta. Um grupo de colonos extremistas tentou invadir a Esplanada das Mesquistas, mas a polícia conseguiu evitar o pior.