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Feta só há um, o grego e mais nenhum

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Feta só há um, o grego e mais nenhum

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É o fim anunciado do feta dinamarquês. Um advogado-geral do Tribunal Europeu de Justiça considera que a designação “feta” só pode ser usada no queijo grego. Em 80% dos casos, a decisão dos juízes segue o parecer do advogado-geral.

Atenas regista assim uma importante vitória contra países como a Dinamarca e a Alemanha, que pretendiam usar também esta denominação de origem controlada. Estes dois países produzem um queijo a que têm chamado “feta” e recorreram ao tribunal quando, em 2002, Bruxelas decidiu que a designação só podia ser usada pela Grécia. Copenhaga e Berlim alegavam tratar-se de um termo “genérico”. O parecer do advogado-geral é muito claro: o “feta” é um queijo de ovelha inquestionavelmente originário da Grécia e tem características que advêm do meio geográfico. Existe, assim, uma relação concreta entre a cor, o cheiro, a textura e o sabor e o meio ambiente. Contrariamente ao queijo industrial, fabricado no norte da Europa, o grego provém de animais autóctones, criados segundo métodos tradicionais e alimentados nos prados”.