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Bélgica: 40 anos de rivalidades em Bruxelas - Halle - Vilvoorde

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Bélgica: 40 anos de rivalidades em Bruxelas - Halle - Vilvoorde

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Já dura há, pelo menos, 40 anos o problema da divisão do círculo eleitoral Bruxelas – Halle – Vilvoorde. Em 2003, o Tribunal Constitucional obrigou o governo a encontrar uma solução antes das eleições. O próximo sufrágio é em 2007 e a questão será saber se a minoria francófona, que vive nas duas zonas flamengas – Halle e Vilvoorde -, vai continuar a beneficiar dos mesmos direitos.

Os flamengos não querem que os francófonos votem nestes cículos eleitorais, pois isso significa que elegem políticos francófonos que, por sua vez, podem pôr em causa a maioria flamenga residente. François Donnéa, deputado federal francófono e liberal diz que “o actual sistema é ideal para manter a unidade do país”. E acredita que “não se podem mudar as regras do jogo só para a comunidade francófona que vive na periferia de Bruxelas”. Cortar laços bilingues pode significar o fim da influência francófona na região e, num caso mais extremo, os habitantes francófonos poderiam, eventualmente, ver-se obrigados a votar em candidatos e partidos flamengos. Uma real separação entre os círculos eleitorais de Halle e Villvoorde da região bilingue de Bruxelas poderia terminar na supressão de um dos círculos eleitorais – precisamente o de Bruxelas. E, assim, iriam restar apenas dois blocos unilingues – o da Flandres e o da Valónia. Eddie de Block, presidente da câmara de origem holandesa, considera que “na Bélgica, as duas comunidades têm de existir juntas, o país é muito pequeno e os cidadãos precisam uns dos outros.” Mas nem todos pensam assim. Os mais radicais, sejam de que origem forem, querem obter controlo a 100% de Bruxelas, que é a capital do Estado belga e representa, só por si, um círculo eleitoral estratégico e muito cobiçado.