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Berlusconi admite crise económica em Itália

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Berlusconi admite crise económica em Itália

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A Itália está mergulhada na recessão. O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi,reconheceu a situação económica difícil que o país vive e chamou os sindicatos e os patrões para uma reunião de emergência.

Depois de quatro anos de aparente optimismo, o governo italiano começa a admitir que a situação não é a melhor. O primeiro trimestre de 2005 foi o segundo consecutivo em que a economia esteve em recessão. Desde a chegada ao poder de Berlusconi, a economia tem tido um crescimento positivo, embora abaixo de meio por cento. No final de 2004 mergulhou no vermelho e no início deste ano o crescimento negativo aumentou dos 0,4 para os 0,5 por cento. Na cimeira dos ministros da Economia e Finanças dos Vinte e Cinco, este fim-de-semana, em Bruxelas, o ministro italiano Domenico Siniscalco foi pressionado para reduzir o défice orçamental sem prejudicar a economia, o que será um exercício difícil. Os sindicatos acusam o governo de querer esconder a situação. Diz Savino Pezzotta, presidente do segundo maior sindicato do país, “é espantoso como só agora o governo admite que a situação económica é crítica. O governo faz pagar aos italianos o preço de uma redução fiscal que não era precisa e que não serve para nada”. Segundo os analistas, os problemas económicos de Itália vêm já do tempo do governo anterior. No entanto, o executivo de Berlusconi pouco terá feito para contrariar a crise. Para este ano, prevê-se um défice de entre 3,2 e 3,6 por cento do PIB. Uma situação que deve agravar-se ainda mais no próximo ano.