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França semi-paralisada na Jornada da Solidariedade

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França semi-paralisada na Jornada da Solidariedade

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Este ano, pela primeira vez em França, a segunda-feira de Pentecostes é um dia de trabalho e solidariedade e não o feriado religioso habitual, razão mais do que suficiente para os sindicatos apelarem à greve e para os trabalhadores descerem às ruas.

Muitos nem estão contra esta jornada de solidariedade, só se interrogam porque razão foi escolhido este dia em particular. Depois do escândalo das mortes, há 2 anos, durante a canícula estival, o governo chegou à conclusão que não tinha dinheiro para financiar o apoio aos idosos e aos deficientes e, por isso, decidiu criar a Jornada da Solidariedade. Segundo Matignon, os franceses passavam a trabalhar mais um dia e o Estado angariava 2 mil milhões de Euros destinados, em exclusivo, à Solidariedade Social. Para justificar o esforço, o primeiro-ministro, Jean-Pierre Raffarin, escuda-se na Lei: “o feriado terminou, portanto, salvo qualquer acordo, o dia 16 de Maio é o dia da solidariedade”. A meio da jornada o governo anunciou que a Taxa de Actividade, nesta segunda-feira, era semelhante à registada na ponte a seguir à quinta-feira de Ascensão. O trânsito, claro está, é caótico, com engarrafamentos um pouco por todo o lado em França.