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Fisco russo volta à carga

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Fisco russo volta à carga

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Depois do caso Iukos, as autoridades fiscais da Rússia voltaram à carga. A última empresa a ser alvo de inspecções foi o monopólio estatal de electricidade, Unified Energy Systems.

O fisco russo pede 131 milhões de dólares, o equivalente a 103 milhões de euros, relativos a uma dívida que remonta ao ano de 2001. A empresa foi, em meados dos anos 90, gerida por um dos líderes da oposição, Anatoly Chubais. Mas a maior ofensiva das autoridades fiscais, desde o processo que levou à prisão do ex-patrão da Iukos, Mikhail Khodorkovski, tem a ver com o consórcio BP-TNK, que alegadamente deve ao fisco mais de mil milhões de dólares, 790 milhões de euros. Também a empresa que gere o aeroporto internacional de Sheremetevo (Moscovo),uma entidade estatal, está em maus lençóis, com as autoridades fiscais a pedirem dez milhões de dólares, cerca de oito milhões de euros, relativos também ao ano de 2001. Toda esta ofensiva chega um mês depois de o presidente Vladimir Putin ter tranquilizado os empresários, ao fazer um discurso contra o que chamou “terror fiscal”. Segundo os analistas, a tendência é prejudicial para a economia russa, uma vez que pode dar origem a uma fuga de capitais.