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Washington condena violência no Uzbequistão

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Washington condena violência no Uzbequistão

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Desde a revolta de sexta-feira que a cidade de Andijan, no Leste do Uzbequistão, está debaixo de recolher obrigatório e cercada pelos militares.

As autoridades admitem a existência de 70 mortos após a repressão militar sobre os civis, mas várias testemunhas indicam que esse número poderá chegar aos 500. Três dias depois da sangrenta revolta ainda se ouviram tiros. As autoridades atribuem a responsabilidade dos confrontos aos islamistas. As Nações Unidas apelaram ao respeito das leis humanitárias internacionais e Washington manifestou a sua profunda preocupação pelos acontecimentos no Uzbequistão. “Estamos perturbados com o comportamento das autoridades uzbeques e com os disparos contra os manifestantes. Condenamos o uso indiscriminado da força contra civis desarmados e lamentamos as vidas que se perderam. Exortamos o governo a tomar medidas para pôr fim à violencia e à instabilidade”, declarou um dos porta-vozes do departamento de Estado norte-americano. A violência eclodiu no passado fim-de-semana na sequência do julgamento de 23 homens de negócios islamistas. O vizinho Quirguistão reforçou as medidas de segurança junto à fronteira com o Uzbequistão. Em Kara Suu, onde a violência fez onze mortos, a ponte que liga os dois países está de novo operacional.