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Deutsche Bank debaixo de fogo

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Deutsche Bank debaixo de fogo

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O presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann, esteve debaixo da pressão dos accionistas e também dos empregados, na assembleia-geral desta quarta-feira.

Com cartazes, onde os membros do Conselho de Administração são chamados de “ladrões”, os empregados protestaram contra os despedimentos que estão planeados, apesar de o grupo estar a ter lucro. “Eles têm de compreender que só podemos ser um banco de qualidade com pessoal qualificado”, diz uma das manifestantes. “É incompreensível que haja lucros e depois sejamos despedidos, uma vez que é graças a nós que há lucro”, diz outra empregada do banco. Os protestos chegam a Josef Ackermann, mas não parecem demover o homem-forte do grupo, na tentativa de emagrecimento: “Não podemos deixar de reduzir o número de empregados. Temos de o fazer, para continuarmos competitivos. Só na Alemanha, estão previstas 1920 supressões de empregos”, disse, na assembleia-geral. Ao todo, o Deutsche Bank prevê suprimir 5200 postos de trabalho, em todo o mundo. O Deutsche Bank é o maior banco da Alemanha em termos de activos, que valem ao todo 900 mil milhões de euros, quase o dobro do número dois, HVB, que no entanto é o maior em termos de sucursais. O Commerzbank e o Dresdner Bank completam a lista das quatro grandes instituições bancárias da Alemanha. Além dos empregados, Ackermann é também criticado pelos accionistas, descontentes com a estratégia actual, já que se prevê uma quebra na actividade de corretagem com comissões fixas, a principal fonte de rendimento do banco. Apesar das supressões de empregos, o banco planeia expandir-se, durante este ano, através da aquisição de rivais e também aumentar a rede fora do território alemão.