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BCE deixa juros inalterados apesar de quebra económica

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BCE deixa juros inalterados apesar de quebra económica

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O Banco Central Europeu (BCE) está sob pressão para baixar as taxas de juro, depois do último relatório, segundo o qual a produção industrial da Eurozona está a cair pelo segundo mês consecutivo. No entanto, o Conselho de Governadores decidiu deixar a taxa directora inalterada, na reunião desta quinta-feira.

A notícia não surpreende ninguém. As explicações do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet: “O nível das taxas de juro é muito baixo, em termos históricos, tanto em termos nominais como reais, o que significa um apoio à actividade económica. Vamos continuar vigilantes em relação a todos os desenvolvimentos que possam trazer riscos para a estabilidade dos preços a médio prazo”. Se alguns pedem um corte, há quem defenda uma subida do preço do dinheiro, para melhor combater a inflação. Os preços, na Zona Euro, cresceram 0,4% em Abril, relativamente ao mês anterior, devido sobretudo ao aumento do custo dos transportes e do vestuário. Em termos anuais, a inflação foi de 2,1 por cento, em linha com as expectativas. Os preços do petróleo foram os principais responsáveis por esta subida. Dois por cento é o limite considerado aceitável pelo BCE. Já no que toca à produção industrial, segundo os dados publicados agora pelo Eurostat, este indicador caíu 0,2% em Março, relativamente ao mês anterior. Isto constitui um sinal de abrandamento económico e está a impedir o BCE de subir o preço do dinheiro. A taxa de juro directora da Zona Euro mantém-se inalterada num mínimo histórico de dois por cento há dois anos. Entretanto, a Comissão Europeia prevê um novo abrandamento para este ano. A economia dos Doze deve crescer apenas 0,6 por cento.