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"Cheque britânico" de novo na mira da França e da Alemanha


A redação de Bruxelas

"Cheque britânico" de novo na mira da França e da Alemanha

O presidente polaco, Alexander Kwasniewski, concorda com o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e com o presidente francês, Jacques Chirac: o chamado “cheque britânico” tem de ser revisto, no próximo orçamento comunitário.

Na Cimeira do Triângulo de Weimar, que decorreu em Nancy, Jacques Chirac adoçou o discurso; já não fala na abolição pura e simples do reembolso anual de 4,6 mil milhões de euros ao Reino Unido. Mas explica que, para fazer face às necessidades da Europa alargada, é preciso “um orçamento europeu mais equitativo, com um financiamento que exige, incontestavelmente, que se rediscuta e se reajuste o problema do cheque britânico.” O chamado “cheque britânico” foi conseguido por Margaret Thatcher, em 1984, quando o orçamento comunitário era composto, sobretudo, de despesas agrícolas e o Reino Unido, que era então um país pobre, nem sequer tinha muitos agricultores. A situação mudou. O país é, hoje, rico e, a continuar ao mesmo ritmo, o cheque britânico pode subir aos oito mil milhões de euros anuais. A presidência luxemburguesa quer encerrar o orçamento para 2007-2013 até à Cimeira de Junho e propõe um compromisso: congelar o cheque britânico nos valores actuais e baixar o oçamento para menos de 1,1% do PNB comunitário, a meio caminho entre as aspirações de poupança dos Estados membros e a vontade de investimento da Comissão.
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