Última hora

Última hora

Londres, ONU e Bruxelas exigem inquérito internacional à revolta no Uzbequistão

Em leitura:

Londres, ONU e Bruxelas exigem inquérito internacional à revolta no Uzbequistão

Tamanho do texto Aa Aa

Um inquérito internacional e independente sobre a violenta revolta no Leste do Uzbequistão: o pedido foi feito ontem pelo Reino Unido, Nações Unidas e Comissão Europeia às autoridade uzbeques. No dia mesmo dia quatro dezenas de diplomatas e jornalistas estrangeiros visitaram Andijan. Mas a visita, enquadrada pelas autoridades e forças militares, não foi satisfatória para alguns diplomatas que se queixam da duração e da ausência de contacto com a população.

Também Washginton pede ao regime uzbeque transparência e um inquérito mas não pressiona para que seja internacional. Londres, por intermédio do ministro dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, pede ao presidente uzbeque que autorize a entrada imediata em Andijan de diplomatas e organizações não-governamentais e que tenha em conta as causas do descontentamento, por forma a fomentar uma sociedade estável e plural no Uzbequistão. Declarações consideradas cínicas pelo antigo embaixador britânico no Uzbequistão. Craig Murray visitou a sitiada cidade de Andijan e diz que os acontecimentos da semana passada eram previsíveis, tendo em conta a arrogância do presidente Islam Karimov fomentada pelo apoio americano e russo. Os habitantes de Andijan continuam a procurar amigos e familiares. Uma tarefa complicada quando se desconhece o número exacto de vítimas. O poder central fala de 169. A oposição de 745 mortos.