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Têxteis: Bruxelas reage com cautela à promessa chinesa de aumentar taxas

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Têxteis: Bruxelas reage com cautela à promessa chinesa de aumentar taxas

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É com cautela que a Comissão Europeia reage ao anúncio das autoridades chinesas de aumentarem em 400% as taxas aduaneiras aplicadas aos seus próprios têxteis. Setenta e quatro produtos estão abrangidos pela medida, com a qual Pequim espera acalmar os ânimos europeus e também norte-americanos. Dois dias antes, Washigton anunciou ter aumentado o número de categorias sob restrição. E Bruxelas ameaçou com medidas semelhantes.

Agora, a porta-voz da comissão diz que é preciso ver, em pormenor, a questão das taxas. “Têm havido informações contraditórias sobre o que as autoridades chinesas pretendem fazer. Teremos uma boa oportunidade para discutir o assunto a partir da próxima semana: o negociador chinês para os têxteis vem a Bruxelas, encontrar-se com o comissário, Peter Mandelson”, anunciou Françoise Le Bail. A medida foi ontem anunciada na televisão chinesa e visa restringir a exportação de têxteis, que têm entrado, nos mercados ocidentais, em quantidades cada vez maiores desde que, a 1 de Janeiro, acabaram as quotas à importação. Para já, Bruxelas mantêm a ameaça de lançar um procedimento de emergência na próxima semana, contra duas categorias de têxteis chineses. Uma forma de tentar salvaguardar milhares de empregos europeus agora ameaçados. Patrick Devedjian, o ministro francês da Indústria, diz que há outros passos que a China pode dar. E exemplifica: “Restrições voluntárias, medidas contra a contrafacção, a questão do yuan face às outras moedas… Há muitos factores, mas já temos um que é muito positivo.” Em França, a questão dos têxteis tem-se misturado com a do referendo sobre a Constituição Europeia. A Europa está dividida entre os países que, como a França ou a Itália, defendem o proteccionismo e os que, como a Suécia ou a Alemanha querem um mercado mais livre.