Última hora

Última hora

Défice português de 6,83% em 2005 deixa Portugal na mira de Bruxelas

Em leitura:

Défice português de 6,83% em 2005 deixa Portugal na mira de Bruxelas

Tamanho do texto Aa Aa

A Itália vai ser alvo de um procedimento por défice excessivo e Portugal arrisca-se ao mesmo. A Comissão Europeia anunciou a intenção de fazer o relatório sobre o défice italiano. Depois de aprovado pelos membros da Comissão, o texto será entregue aos ministros das Finanças europeias, em Julho próximo.

O relatório é o primeiro passo do procedimento, sempre que o défice de um país ultrapassa os 3% do PIB. Ora, segundo os números divulgados pelo Eurostat, esse é o caso em Itália, para 2003 e 2004. O instituto de estatísticasda União não concordava com as contas de Roma e foi revê-las. Resultado: contrariamente ao que dizia o governo italiano, o défice do país ultrapassou os três por cento do PIB tanto em 2003 como em 2004. Roma indicara ter alcançado os 2,9% em 2003 e os três por cento em 2004. O Eurostat diz que, em ambos os anos, o défice italiano foi de 3,1%. Valores muito mais baixos, contudo, do que os portugueses. Vitor Constâncio, o governador do Banco de Portugal, entregou a Sócrates um relatório independente sobre as contas públicas nacionais. O ministro da tutela, Luís Campos e Cunha, deu a triste notícia: “Para este ano, de 2005, o relatório aponta para um défice de 6,83%, um valor que é o maior da zona euro. A situação orçamental é, portanto, mais difícil do que então se esperava. O governo tem vindo a trabalhar na resposta a este problema e está preparado para enfrentar a situação. Tomaremos as medidas adequadas para ultrapassar a actual crise orçamental por forma a criar as condições para que a economia portuguesa possa retomar o caminho do crescimento.” Esta terça-feira, o Conselho de Ministro reúne-se extraordinariamente, para discutir as medidas de combate ao défice. Contudo, o governo não prevê regressar à ordem – isto é, ao limite máximo dos 3% – antes de 2008.