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A diplomacia do "sim" à Constituição Europeia em França

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A diplomacia do "sim" à Constituição Europeia em França

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A cinco dias do referendo ao Tratado Constitucional Europeu em França, e quando o “não” continua a vencer nas sondagens, o ministro dos Negócios Estrangeiros gaulês saiu em campanha num mercado parisiense.

Michel Barnier não regateou argumentos quando se tratou de justificar as vantagens da Constituição Europeia como uma forma de tornar a União mais competitiva a nível internacional. Confrontado com a hipótese de uma vitória do “não”, Barnier afirmou que não recusará um grande debate popular, embora reconheça ser um processo mais difícil. “Estou confiante na capacidade das pessoas em perceber que o texto é importante para tornar a Europa mais justa a nível económico e social”, afirmou. As sondagens transmitem no entanto uma certeza, três meses de campanha conseguiram dividir os franceses em redor do texto constitucional. Para exemplificá-lo um casal entrevistado na rua não esconde as opiniões contraditórias. O marido considera o texto, “muito difícil”, a mulher mostra-se no entanto convencida da importância de votar sim, “para não bloquear a Europa”. O debate acalorado é seguido de perto pelos restantes países da União, como no Reino Unido onde o governo pondera a hipótese de suspender o referendo nacional à Constituição Europeia caso os franceses se decidam pelo não. A seguir ao referendo francês, segue-se o holandês. Se se tiverem em conta as sondagens, a Holanda é o verdadeiro campeão do “não”. Os últimos estudos de opinião dão conta de que 63 por cento dos holandeses vão votar NÃO contra 37 por cento que vão votar SIM.