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Al-Zaqawi poderá ter sido tratado num hospital de Ramadi

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Al-Zaqawi poderá ter sido tratado num hospital de Ramadi

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O hospital de Ramadi, no Iraque, é que tem recebido mais visitas surpresa dos soldados norte-americanos no Iraque. A razão é simples, cada vez que um iraquiano procurado pelas forças da coligação é ferido surgem rumores de que é neste centro hospitalar que é tratado. Assim aconteceu com Saddam Hussein e outros membros do seu governo e al-Zarqawi não foi excepção.

No passado dia 15, o diário britânico Sunday Times afirmava que o líder da al-Qaida no Iraque estava ferido e tinha sido tratado neste hospital. O médico que alegadamente o tratou referia mesmo que al-Zarqawi sangrava abundantemente, de acordo com o jornal. Certo é que poucas horas após o anúncio num site islâmico de que o inimigo número um de Washington no Iraque está ferido, as forças norte-americanas lançaram uma operação de grande envergadura na cidade de Hadiza, na região de Anbar, que faz fronteira com a Síria. De acordo com as forças da coligação há já quatro presumíveis rebeldes mortos. A esta operação juntam-se os confrontos entre xiitas e sunitas na cidade de Tal Afar, no norte do país. Na terça-feira duas explosões nesta mesma cidade mataram 20 pessoas. É precisamente com este cenário como pano de fundo que o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Gianfranco Fini, visitou o Iraque. Fini reuniu-se com o seu homólogo iraquiano, Hoshyar Zebari, que voltou a afirmar a vontade do governo de Bagdade de ver prolongado o mandato da Força Multinacional pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.