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"Apagões" em Moscovo assumem contornos políticos

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"Apagões" em Moscovo assumem contornos políticos

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A polémica em torno dos “apagões” registados esta manhã em Moscovo começa a assumir dimensões políticas. Vladimir Putin já reagiu ao sucedido e não poupou o monopólio energético russo, controlado por Anatoly Chubais. O presidente referiu que “se trata de falta de atenção da parte da empresa RAO UES em relação às actividades diárias da companhia. Os responsáveis deviam tentar resolver não só os problemas ligados às políticas da companhia e às restruturações, mas também prestar atenção à actividade corrente da empresa.”

Longe das polémicas, a capital russa volta lentamente ao ritmo normal. Os cortes de energia eléctrica começaram por volta das 11 horas locais, oito da manhã em Lisboa. Nesta altura, 43 metropolitanos ficaram imobilizadas. Três horas depois a energia regressou e as autoridades retiraram das estações de metro cerca de 20 mil pessoas. O corte de electricidade afectou não só as redes de transportes, mas também a distribuição de água. No entanto, não há registo de quaisquer vítimas na sequência dos apagões. Esta certeza é dada pelo Ministério das Situações de Emergência russo. O ministro da Energia, Viktor Khristenko, já referiu não haver quaisquer indícios de acção terrorista e explicou que o corte de corrente eléctrica teve como causa uma explosão seguida por um incêndio numa subestação. As autoridades já iniciaram uma investigação judicial para tentarem apurar responsabilidades.