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Apoiantes franceses da Constituição lutam contra o pessimismo

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Apoiantes franceses da Constituição lutam contra o pessimismo

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França e Constituição Europeia. Palavras que estão coladas até ao referendo do próximo domingo. Uma consulta popular que dividiu profundamente o país e propagou os piores receios na Europa. O lado do “sim” tenta não cair no pessimismo que as sondagens podem induzir. Os argumentos multiplicam-se.

Daniel Cohn Bendit, líder dos Verdes no Parlamento europeu, afirma: “O ‘não’ é incompreensível. E depois? Quais são as propostas? Qual é o texto? Esse é o problema. Se dissermos ‘sim’, sabemos o que vamos ter. Se for o ‘não’, ninguém sabe. Podem dizer que vamos renegociar. Mas com quem? Como? Esta é a grande diferença.” Os opositores atacam sucessivamente o liberalismo implícito no tratado. Henri Emmanuelli, antigo líder dos socialistas franceses, declara: “O Airbus, por exemplo, beneficiou de várias subvenções públicas. Agora a Comissária para a Concorrência diz: acabam-se as ajudas públicas porque alteram as regras concorrenciais. Nos Estados Unidos, o princípio da livre concorrência não está contemplado na Constituição. O drama deste tratado é que ele inclui opções sociais e económicas que são parciais, não se limitam às instituições. E é nisso que ele é liberal. E não aconteceu por acaso. O senhor Giscard d’Estaing sabia muito bem o que estava a fazer.” Os extremos tocam-se na campanha. A Frente Nacional, de Jean-Marie Le Pen, da extrema-direita, luta pelo “não”, tal como os comunistas e parte dos socialistas. A palavra cabe a 42 milhões de eleitores, isto se o bom tempo previsto não se meter no caminho das urnas.