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Líbano vive transição

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Líbano vive transição

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Perto de quatro milhões de libaneses começam a ir às urnas este domingo para eleger o primeiro parlamento, sem influência síria, após quase 30 anos de ocupação. As eleições legislativas vão decorrer em quatro domingos consecutivos.

Observadores internacionais da ONU e da União Europeia vão fiscalizar o processo. Este pequeno país dividido em numerosas comunidades religiosas, 12 cristãs e 5 muçulmanas, enfrenta um primeiro grande teste desde a saída das tropas sírias do território nacional. Entre os rostos habituais do panorama político libanês, encontra-se um estreante. É Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro assassinado Rafic Hariri. Saad afirmou que apenas aceitou entrar na corrida eleitoral devido ao afecto demonstrado pelos libaneses. Outro herdeiro da vida política face ao assassínio do seu pai, em 1977, é Walid Jumblatt. Este líder druso firmou uma aliança com Hariri, considerada a favorita. A única força capaz de fazer frente a esta coligação é a do general Michel Aún, antigo comandante do exército libanês, que regressou ao país depois de um exílio de 15 anos. Foi recebido em euforia e conseguiu estabelecer alianças com chiitas e sunitas.