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"Sim" holandês à Constituição Europeia parece ser missão impossível

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"Sim" holandês à Constituição Europeia parece ser missão impossível

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A Europa está de olhos virados para a Holanda. Como aconteceu em França, antes do referendo, o “não” é dado como vencedor por todas as sondagens, e os estudos de opinião desta segunda-feira não são encorajadores. 65 por cento dos holandeses dizem votar “não”, apesar dos esforços de quase toda a classe política para inverter esta tendência.

Esta manhã, depois do anúncio dos resultados franceses, o primeiro-ministro Jan Peter Balkenende tentou, mais uma vez, convencer os seus concidadãos através da máxima “cada cabeça sua sentença”. “Cada país tem a sua própria responsabilidade. Isto significa que cada eleitor holandês deve assumir as suas responsabilidades quando escolher. A resposta negativa da França dá à Holanda mais uma razão para votar “sim” porque há muitas coisas a ganhar com este Tratado”, referiu Balkenende. Se a França rejeitou a Constituição por ter medo de perder influência em relação aos pequenos países na Europa a Vinte e Cinco, as autoridades holandesas temem que esta perda de influência seja ainda maior para a Holanda em relação aos grandes Estados-membros, o que poderá levar os eleitores a mudarem de opinião. O analista Maurice de Hond não acredita nesta tese, porque considera que influenciadas pelo resultado francês, as pessoas vão querer formar uma união “o que significa que na quarta-feira vamos ter um resultado mais próximo dos 60 por cento do que dos 55 por cento.” O referendo holandês é consultivo, mas os principais partidos já anunciaram que vão ter em conta o resultado do referendo se mais de 30 por cento dos 11 milhões e 600 mil eleitores se deslocarem às urnas.