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Trégua entre Bruxelas e Pequim na guerra dos têxteis

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Trégua entre Bruxelas e Pequim na guerra dos têxteis

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A guerra dos têxteis entre a China e a União Europeia entra num período de acalmia. O comissário europeu do Comércio tentou e conseguiu um acordo de última hora com o governo chinês sobre as questões dos têxteis. Peter Mandelson chegou a Xangai para negociações com o seu homólogo, Bo Xilai, sendo esta a derradeira oportunidade para Bruxelas e Pequim chegarem a um entendimento sobre duas categorias de têxteis: t-shirts e fio de linho.

Desta forma, Pequim comprometeu-se a limitar o volume das suas exportações para o mercado europeu, até finais de 2008. Um acordo “razoável”, segundo os negociadores, que vai trazer uma lufada de oxigénio à indústria têxtil europeia, sumbmersa pelos produtos chineses desde o levantamento das quotas de importação, em Janeiro deste ano. O bloco europeu tinha avançado com medidas de urgência, com vista à imposição de restrições, e concedido 15 dias à China, antes de avançar com o pedido de abertura de consultas formais à Organizaçao Mundial do Comércio – caso as negociações falhassem. Em vias de explodir está também a guerra dos sapatos. Portugal, Espanha e Itália querem que Bruxelas faça o necessário para impor restrições à exportação chinesa neste domínio que, nos primeiros quatro meses deste ano, conheceu um aumento de 700 por cento.