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A justiça tarda mas não falha

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A justiça tarda mas não falha

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Mais de 40 anos depois dos factos, um antigo responsável do Ku Klux Klan foi considerado culpado pela morte de 3 activistas dos direitos civis em 1964.

Por unanimidade, o júri dum tribunal de Filadélfia, no Mississipi, considerou Edgar Ray Killen, hoje com 80 anos, culpado deste triplo homícidio O caso que agitou nesse tempo a América – e que serviu de inspiração para o filme “Mississipi em Chamas” de Alan Parker, com Gene Hackman no papel principal – tinha já levado à condenação, em 1967, de 7 pessoas a penas de prisão que não excederam os 6 anos, por “violação dos direitos civis”. Na altura, o júri, inteiramente constituído por brancos, não condenou Killen argumentando que este era Pastor em “part-time” e que não desejava punir um “servidor de Deus”. Agora Killen arrisca uma pena de prisão entre os 20 anos e a prisão perpétua por ter dado luz verde ao assassinato de Andrew Goodman, Michael Schwerner – de confissão judia – e do jovem negro James Chaney.