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Amargo de boca na reforma do açúcar

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Amargo de boca na reforma do açúcar

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A reforma do sector açucareiro europeu pode revelar-se um amargo de boca para os produtores da União. Bruxelas apresentou o projecto de reforma: cortes progressivos de 39 por cento no preço garantido e reduções nas subvenções à exportação.

O anúncio já provocou reacções na Alemanha, um dos principais produtores europeus de beterraba. Centenas de agricultores vieram para as ruas protestar contra o que consideram uma ameaça à sobrevivência do sector, que colocará em risco 70 mil postos de trabalho, só na Alemanha. A comissária da tutela, Mariane Fischer Boel, não é da mesma opinião. “Seremos capazes de garantir um produção europeia de açúcar viável e sustentável no longo prazo”, garantiu. Até 2010, o preço da tonelada de beterraba deverá baixar dos actuais 631 euros para apenas 385. Há quatro décadas que os subsídios da União suportam artificialmente os preços – que são assim quatro vez superiores aos do mercado mundial. Esta reforma do açúcar vem ao encontro das regras internacionais. Países produtores de cana de açúcar, como Brasil, Tailândia ou Austrália apresentaram queixa da União na Organização Mundial do Comércio, que deu razão aos queixosos.