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Blair fixa objectivos para presidência da União mas expectativas são mínimas

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Blair fixa objectivos para presidência da União mas expectativas são mínimas

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O primeiro-ministro britânico fixou as prioridades para a sua presidência da União mas poucos acreditam na concretização dos objectivos.

Foi como “europeísta convicto” que Tony Blair foi ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, defender a modernização da Europa, aproveitando a oportunidade criada pelo duplo “não” à Constituição europeia e o bloqueio sobre o orçamento. Para Blair o debate não é entre a Europa liberal e a Europa social. Um dos seus objectivos é avançar nas discussões sobre o orçamento europeu, embora tal deva passar pela redução do pacote da PAC (Política Agrícola Comum). Blair é tido como responsável do fracasso da Cimeira de Bruxelas e muitos duvidam da sua capacidade para obter um acordo nos próximos seis meses. O chanceler alemão, Gerhard Schroder, recorda o projecto de compromisso deJean-Claude Juncker para as negociações e diz que para haver um acordo durante a presidência britânica é necessária uma proposta próxima da solução luxemburguesa. A França é um dos países que recusa alterações à Política Agrícola Comum e reivindica o fim do cheque britânico. Tony Blair afirma estar disposto a negociar o dito cheque, mas para o eurodeputado Jacques Toubon, figura próxima do presidente francês, é preciso que Londres demonstre a sua vontade e ao mesmo tempo respeite os acordos assumidos, sobretudo, sobre a PAC e o horizonte de 2013. O ex-primeiro-ministro belga, Jean Luc Dehaene, partilha em parte as ideias de Blair sobre a modernização da Europa. Porém duvida da sua aplicação tendo em conta a posição do chefe do governo britânico face à sua opinião pública, na maioria eurocéptica. Tony Blair assume as rédeas dos Vinte e Cinco a 1 de Julho e poucos acreditam que possa ser o salvador de uma Europa em crise.