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Justiça francesa investiga especulação bolsista de funcionários europeus

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Justiça francesa investiga especulação bolsista de funcionários europeus

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O Ministério Público de Paris abriu um inquérito judicial sobre a suspeita de uso de informação privilegiada por funcionários europeus durante a fusão das siderúrgicas Alcan e Pechiney. Um inquérito por especulação ilícita lançado após a investigação da Autoridade francesa dos Mercados Financeiros.

A Autoridade francesa, equivalente à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários portuguesa, investigou um eventual “inside trading”. O delito bolsista remonta a 2003, quando a canadiana Alcan adquiriu a francesa Pechiney. Onze milhões de acções terão sido transaccionadas de forma suspeita, rendendo mais de cinco milhões de euros de mais-valias. A informação foi divulgada ontem pelo Le Figaro. Segundo o jornal francês, as suspeitas recaem sobre a Comissão da Concorrência, em Bruxelas, uma das primeiras instituições a ter sido informada da fusão. A Comissão Europeia reagiu. O porta-voz de Bruxelas, Jonathan Todd, afirma que a “Comissão não tem qualquer razão para acreditar que os seus funcionários estejam implicados em delitos relacionados com ‘inside trading’ neste caso”. As autoridades francesas já receberam de Bruxelas a lista com os nomes dos sete funcionários que conheciam o dossiê da fusão.