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Reconstrução das terras devastadas pelo maremoto na Ásia faz-se lentamente

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Reconstrução das terras devastadas pelo maremoto na Ásia faz-se lentamente

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Seis meses depois do maremoto que matou 220 mil pessoas na Ásia, o balanço das ajudas privadas enviadas para a região ascende os 2 mil milhões de euros. Dos Estados Unidos foram doados mil milhões de dólates, do Reino Unido 400 milhões de libras e da Alemanha outros 400 milhões de euros. Quantias astronómicas que foram e estão a ser aplicadas na recuperação dos países afectados. Só na Indonésia morreram quase 166 mil pessoas. A Índia perdeu quase 13 mil, a Tailândia quase 5400.

Milhares de cadáveres ficaram por identificar, outros milhares desapareceram, muitos de turistas ocidentais. Os números desta tragédia que ocorreu um dia depois do Natal são assustadores, definem desalojados, órfãos e perdas materiais. A recuperação, consoante as áreas afectadas pelo maremoto, faz-se lentamente. A ajuda internacional, oficial e de particulares, embora generosa, por vezes perde-se em labiritos burocráticos e em comissões. Problemas como títulos de propriedade atrasam o processo de concessão de moradias. O coordenador das Nações Unidas para as emergências afirmou que a reconstrução pode levar uma dezena de anos a concluir-se. Mais de 90 países juntaram, em doações oficias, qualquer coisa como nove mil milhões de euros. A União Europeia comprometeu-se a doar 2,3 mil milhões nos próximos anos. A primeira parte das ajudas que seguiu para o terreno desde Dezembro apenas serviu para cobrir as situações de emergência, a criação de abrigos temporários e o fornecimento de ajuda médica de urgência. As marcas desta tragédias são muito profundas.