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Sudeste Asiático tenta levantar-se dos escombros

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Sudeste Asiático tenta levantar-se dos escombros

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Numa questão de segundos, o mar invadiu a terra e o mundo conheceu uma das piores catástrofes naturais de que há registo. Seis meses passaram do tragicamente célebre 26 de Dezembro, dia em que a palavra “tsunami” entrou na linguagem corrente de milhões de pessoas.

As consequências do maremoto são mais do que conhecidas: quase 200 mil mortos e cerca de 40 mil desaparecidos, aldeias inteiras arrasadas, disseminação de doenças, uma vaga maciça de desalojados, a água salgada que inutilizou terrenos e poços. O Sudeste Asiático, sobretudo a Indonésia, o Sri Lanka, a Índia e a Tailândia, deverá demorar mais de uma década a recuperar e a reconstruir tudo. Para outros, como um turista alemão, que perdeu a filha no tsunami, o tempo está a passar rápido demais: “A nossa filha desapareceu há seis meses. Não há sinais de que ela morreu, há pessoas que a viram viva. Mas ninguém nos quer ajudar. As autoridades tailandesas persistem, mas os alemães já não nos dizem nada.” O luto ainda não acabou para muitos. Depois das reacções iniciais, as ajudas vão chegando agora muito lentamente. As promessas de doações chegam aos oito mil milhões de euros. Mas o dinheiro não é o único apoio necessário.