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Irão: Eleição de Ahmadinejad duramente criticada por Israel e EUA

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Irão: Eleição de Ahmadinejad duramente criticada por Israel e EUA

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São tudo menos conciliadoras as reacções iraelita e americana à eleição de Mahmud Ahmadinejad como presidente iraniano.

Na companhia da homóloga austríaca, o chefe da diplomacia israelita, Silvan Shalom, disse que as eleições no Irão não foram democráticas e pediu um maior isolamento internacional da República Islâmica. Shalom incentivou a comunidade internacional a unir-se contra a ameaça nuclear do Irão, “para impedir que oOcidente fique refém do radicalismo iraniano”. O discurso terminou com um apelo para que as Nações Unidas se encarreguem do assunto. Washington não fez qualquer menção à questão nuclear, preferiu criticar Mahmud Ahmadinejad. O secretário norte-americano da Defesa, Donald Rumsfeld, falou de um “homem inimigo da democracia e da liberdade”, de alguém que ao aplicar as regras dos religiosos se tornará “inaceitável para os jovens e as mulheres iranianas”. O novo presidente iraniano pretende desenvolver uma “política de coabitação” com os países vizinhos, à excepção de Israel, Estado a quem Teerão recusa o direito de existir. Quanto aos Estados Unidos, o novo presidente afirma que, “o Irão não precisa dos americanos para progredir”.