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Famílias de jovens marroquinas tentam acusar jornalista belga de pedofilia

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Famílias de jovens marroquinas tentam acusar jornalista belga de pedofilia

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A imagem paradisíaca de Agadir, em Marrocos, esconde uma realidade cruel – o turismo sexual alimentado em grande parte por europeus.

O último caso conhecido passou-se há quatro anos com um jornalista belga, mas só foi denunciado agora. De férias em Agadir, o indivíduo terá seduzido pelo menos 80 mulheres, muitas delas menores. 13 acabaram há poucos dias na prisão condenadas por prostituição. Como se não bastasse, ele filmava e fotografava as relações sexuais, colocava tudo na internet e ainda gravou um cd-rom ao qual deu o título “Best Of Agadir”. Foram vendidas várias cópias do cd-rom. O jornalista em causa deixou Marrocos, vive tranquilamente em Bruxelas mas sem emprego. Em Agadir, a população está revoltada. As famílias das vítimas sentem-se humilhadas. O representante das famílias de Agadir explica que “é fácil para um jovem europeu aliciar meninas jovens marroquinas com promessas de viagens e casamentos na Europa”. O que tentam agora é que o jornalista seja acusado na Bélgica de pedofilia e que se perceba “se tudo o que fez foi por desrespeito à cultura muçulmana ou por perversão”. Depois do caso ser denunciado e tornado público por outro jornalista, o ministro belga das Justiça veio defender uma colaboraçao entre as autoridades dos dois países para que os promotores do turismo sexual não fiquem impunes. As 13 raparigas estão detidas por prostituição, apesar não serem prostitutas. As relações extra-conjugais em Marrocos levam a penas que podem ir até um ano de prisão.