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Reino Unido vota adopção ou não de BI's 'inteligentes'

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Reino Unido vota adopção ou não de BI's 'inteligentes'

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A implementação de bilhetes de identidade e passaportes biométricos divide os britânicos – os cartões, dotados de um micro chip, estarão ligados a um registo de identidade detalhado, com nome, data de nascimento, nacionalidade, situação de imigrante, morada. A tecnologia biométrica faz o reconhecimento das impressões digitais e da íris.

A votação do projecto de lei na Câmara dos Comuns é hoje, mas a discussão já se arrasta desde o governo de John Major – a lei foi rejeitada nessa altura. Tony Blair submete-o pela segunda vez à aprovação no intuito de reforçar o combate ao terrorismo e à imigração ilegal. Para o primeiro-ministro britânico esta não é uma questão política mas de segurança nacional. Assegura que se trata de aproveitar as novas tecnologias para tornar as fronteiras mais seguras. O sistema ajudará ainda a poupar, pois servirá para combater as fraudes na segurança social. Os críticos deste projecto-lei denunciam a intenção do governo entrar nas suas vidas com a desculpa da fiabilidade do sistema – a leitura da íris de pessoas de raça negra ou com mais de 59 anos pode mesmo ser errónea. Quanto ao preço: era suposto o bilhete de identidade custar 140 euros com o passaporte, mas, com outros documentos, pode ir até 450 euros. Apesar dos argumentos, a desconfiança é geral. O grande estadista Winston Churchill suprimiu os bilhetes de identidade em 1952, depois da II Guerra Mundial.