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Tribunal belga condena dois homens no âmbito do genocídio do Ruanda

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Tribunal belga condena dois homens no âmbito do genocídio do Ruanda

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Um júri belga considerou dois irmãos ruandeses culpados de colaborarem com as milícias hutus no massacre de 50 mil pessoas durante o genocídio de 1994 no Ruanda. Ao abrigo do princípio da competência universal, condicionada à presença dos réus na Bélgica, o Tribunal de Bruxelas julgou os dois homens e anunciou o veredicto depois de 12 horas de deliberações.

Culpados de quase todas as acusações, Etienne Nzabonimana e Samuel Ndashzikirwa, homens de negócios, terão fornecido armas, cervejas e veículos aos extremistas para facilitar a matança. Os réus negaram todas as acusações. Os queixosos e testemunhas de acusação são na maioria mulheres, muitas delas violadas durante o conflito. O conflito do Ruanda durou pelo menos três meses, traduziu-se num banho de sangue, onde a maioria das vítimas pertencia à etnia tutsi e hutu moderada. Calcula-se que umas 800 mil pessoas tenham morrido, numa população de oito milhões. Existe um Tribunal Criminal Internacional para o Ruanda, na Tanzânia, que já julgou, entre outros, um primeiro-ministro e vários ministros ruandeses.