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Polémico rapto da CIA em Milão por resolver

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Polémico rapto da CIA em Milão por resolver

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O embaixador dos Estados Unidos em Itália já esteve com o primeiro-ministro Silvio Berlusconi para lhe dar explicações sobre o caso do imã egípcio raptado pela CIA em Milão.

Apesar de a imprensa norte-americana afirmar que Roma sabia da operação, o governo de Berlusconi insiste que nada sabia. Os jornais italianos desta sexta-feira escolheram títulos como “Um Estado soberano” ou “Imã, Itália não sabia” para ilustrar o ponto das relações entre os dois parceiros na guerra no Iraque. O imã terá sido raptado pelos serviços de espionagem norte-americanos, levado para o Egipto, torturado e agora está agora incomunicável. A Itália quer julgá-lo por actos terroristas em solo transalpino. Entretanto a justiça italiana anunciou o desmantelamento, por parte da polícia anti-terrorismo, de uma estrutura paralela, ilegal, de polícias dedicada à luta contra o terrorismo. Trata-se do “Departamento de Estudos Estratégicos de Anti-Terrorismo”. De acordo com os investigadores, a estrutura ilegal, organizada, pretendia apoderar-se de fundos de organismos nacionais e internacionais que patrocinam a luta contra o terrorismo, assim como de fundos dos Estados Unidos, Israel ou da NATO. Além disso, era liderada por profissionais, entre eles polícias civis, militarizados, fiscais e guardas prisionais. A estrutura ilegal terá sido criada em 2004, poucos dias depois dos atentados de 11 de Março, em Madrid. Vários agentes governamentais colaboraram com este departamento, sem saber que era ilegal. O ministério do Interior chegou mesmo a fornecer informações da sua base de dados aos elementos do grupo ilegal.