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Eleições na Albânia sem violência mas com irregularidades

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Eleições na Albânia sem violência mas com irregularidades

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A Albânia corre o risco de chumbar o primeiro teste europeu, depois das eleições de domingo terem sido classificadas pelas principais instituições europeias como distantes dos critérios democráticos internacionais.

Num momento em que ainda não são conhecidos os resultados finais do sufrágio, os dois principais candidatos clamam vitória, e no sul do país os apoiantes do Partido Democrata do antigo presidente Sali Berisha levaram mesmo a festa para as ruas. A aparente calma em que decorreu o escrutínio, parece ser o único factor positivo a ser sublinhado pelos observadores internacionais presentes no território. Em Bruxelas, o alto representante da União para a Política Externa e Segurança, Javier Solana, pediu a Tirana que investigue as irregularidades detectadas ontem durante a eleição. A falta de fiabilidade das listas de eleitores, e a morte de uma pessoa, alvejada, à saída de uma assembleia de voto, são algumas das situações anormais reportadas pelos observadores. O candidato do Partido Socialista e ex-primeiro-ministro, Fatos Nano trocou acusações com Berisha relativamente à violação das regras eleitorais. A União Europeia tinha apelado à Albânia no Sábado para romper com o passado e organizar pela primeira vez eleições livres e honestas de forma a abrir caminho a um acordo de Associação e Estabilização com Bruxelas. O teste à “maturidade” democrática do país, o mais pobre da Europa, tinha também no horizonte uma possível adesão à NATO.