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Queda do euro sem fim á vista

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Queda do euro sem fim á vista

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A primeira metade do ano, que agora acabou, foi de queda na moeda única europeia. À medida que a temperatura aqueceu, a velocidade da queda do euro face ao dólar também aumentou. Depois de um 2004 de subidas em flecha, 2005 está a ter uma tendência contrária. Esta terça-feira, chegou a cair abaixo de 1,19 USD, o que constitui um novo mínimo de 14 meses. No início do ano, a moeda valia quase 1,34, depois de ter atingido um máximo histórico, a mais de 1,36. A partir daí, tem vindo sempre a descer.

O Banco Central Europeu tem vindo a manter as taxas de juro inalteradas, o que deve voltar a acontecer na reunião desta quinta-feira. Isto ao contrário do que tem acontecido do outro lado do Atlântico, onde a Reserva Federal tem vindo a subir progressivamente o preço do dinheiro, sinal de bom crescimento económico. Segundo as previsões do FMI para este ano, o crescimento do PIB norte-americano deve representar mais do dobro do da Zona Euro. Este bom momento da economia norte-americana está a traduzir-se numa subida do dólar. O que está a acontecer, na verdade, nem é tanto um enfraquecimento da moeda única europeia, mas sim um fortalecimento do dólar, que está a atingir novos máximos face às principais moedas – não só o euro, como também outras divisas, como o iene ou o franco suíço. Os dados favoráveis sobre a produção industrial são apenas um dos aspectos desta retoma. Para esta semana, são esperados novos números do desemprego, também em alta, que devem dar mais impulso ainda à moeda norte-americana.