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Reivindicações dos movimentos anti-globalização na agenda da Cimeira do G8

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Reivindicações dos movimentos anti-globalização na agenda da Cimeira do G8

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Os slogans dos movimentos anti-globalização fazem parte, a partir de hoje, em Gleneagles na Escócia, do programa de trabalhos da cimeira anual que reúne os oito países mais ricos do mundo.

O combate à pobreza em Àfrica e a luta contra o aquecimento global do planeta, encabeçam as prioridades da presidência britânica da reunião. No entanto milhares de activistas, como Phil Bachelor, prometem, “protestar contra o facto de que 8 homens possam decidir o destino de 6 mil milhões de pessoas”. Nos próximos dias as autoridades policiais vão estar particularmente atentas às centenas de metros que separam Gleneagles, da aldeia vizinha de Auchterarder onde serão alojados os manifestantes. O primeiro teste ao apertado controlo policial, que inclui a vigilância permanente de helicópteros militares norte-americanos, ocorrerá durante a marcha pacífica convocada para esta tarde. Entre os críticos do resultado da cimeira, encontram-se os ambientalistas que duvidam que Tony Blair consiga chegar ao almejado acordo com George Bush com vista à redução da emissão de gases poluentes nos Estados Unidos. Fazer com que a pobreza passe à história, é o lema escolhido pelos manifestantes, que noutro capítulo das negociações, exigem que o aumento da ajuda aos países africanos seja aplicada imediatamente e não a partir de 2010. A cimeira do G8 promete assim ser uma continuação, com mais notas dissonantes, do espírito dos concertos Live 8. O organizador do evento musical, Bob Geldof, ameaçou boicotar eleitoralmente os líderes presentes na reunião se não for cumprido o objectivo de se pôr fim à pobreza em África.