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BCE reage aos atentados de Londres

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BCE reage aos atentados de Londres

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As explosões em Londres apanharam desprevenidos os governadores do Banco Central Europeu (BCE), que se reuniram na sede de Frankfurt para mais uma reunião sobre política monetária.

As notícias acabaram por dominar a reunião. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, enviou uma mensagem ao Banco de Inglaterra: “Lamentamos muito os acontecimentos terríveis de hoje. Durante a reunião, observámos um minuto de silêncio, em homenagem às vítimas. Quero mandar as nossas condolências ao povo britânico e também ao Banco de Inglaterra”. A reunião do BCE teve o resultado que os analistas esperavam. A taxa de juro directora da Zona Euro foi mantida nos dois por cento. O valor não sofre mudanças desde Junho de 2003. Alguns analistas acreditam que não vai haver alterações até ao próximo Verão, isto apesar de muitos considerarem que um corte no preço do dinheiro seria positivo para o crescimento económico. Também o Banco de Inglaterra esteve reunido e decidiu deixar a taxa de juro ao nível actual, 4,75 por cento. Apesar de ser esta a decisão esperada, os ataques terroristas reforçaram a posição do Banco de Inglaterra. No entanto, segundo vários analistas, está para breve um corte no preço do dinheiro. A moeda britânica, a libra esterlina, sofreu também com os atentados e caíu para um mínimo de um mês face ao euro e de dezanove meses face ao dólar. O euro e o franco suíço, divisas consideradas mais seguras, estiveram ambas a subir. A moeda única europeia chegou a subir acima de um 1,20 dólares, mas esteve depois a corrigir.