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10 anos sobre massacre de Srebrenica recordado

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10 anos sobre massacre de Srebrenica recordado

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Os dezenas de sobreviventes e activistas resolveram recordar o caminho do exílio, feito pelos muçulmanos durante a guerra nos Balcãs. Uma fila humana percorreu, este fim de semana, parte da caminhada rumo ao exílio, repetindo passos de há uma década. Recorda-se Srebrenica, o massacre de muçulmanos bósnios, pelos sérvios, também bósnios, durante a guerra dos Balcãs.

Em Srebrenica quase não há homens. Os pais e filhos desapareceram. Valas comuns são ainda descobertas hoje em dia. Nesta segunda-feira quase mil caixões vão a enterrar, sem identificação. Uma parte do número real de vítimas. Apenas uma bendeira verde e um número, por morto. A principal cerimónia que recorda este massacre, o pior na Europa desde a segunda Grande Guerra, decorre hoje, mas outras, de carácter mais privado, foram realizadas ao longo do fim de semana. O presidente sérvio vai estar presente no enterro, um sinal de reconhecimento do massacre. Mas há sempre um outro lado da moeda, neste caso, na aldeia vizinha de Pale, bastião sérvio onde o massacre é negado, um habitante agradece às forças sérvias por terem acabado com a ameaça dos muçulmanos. “Foi a única forma de se viver em paz”, afirmou. Uma paz ainda longe de instalada na região. O tribunal Penal Internacional para os crimes cometidos na Ex-Jugoslávia procura as duas maiores figuras desta guerra, o líder sérvio Radovan Karadzic e o seu general, Ratko Mladic. Há 10 anos que estão a monte, são procurados por genocídio, crimes de guerra, e crimes contra a humanidade.