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Homenagem aos mortos de Srebrenica

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Homenagem aos mortos de Srebrenica

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Milhares de pessoas assistiram à cerimónia em memória das vítimas do genocídio de Srebrenica, em 1995. A maioria queria ver assumido o silêncio envergonhado da comunidade internacional; uma grande parte enterrava os seus familiares – 650 corpos exumados de uma vala comum. E todos defenderam o fim da impunidade dos assassinos.

De salientar a presença do presidente da Sérvia, Boris Tadic, que quis ser o primeiro governante sérvio a ir ao local prestar homenagem às vítimas inocentes da guerra, mesmo que alguns sobreviventes do massacre não tenham visto isso com bons olhos. O representante de Kofi Annan, Mark Brown, reconheceu terem sido feitos vários erros de julgamento por causa da filosofia onusiana de impacialidade e não-violência, o que se viu ser desajustado no conflito da Bósnia. A tragédia de Srebrenica ficará sempre na história da ONU, pelas priores razões, disse. Só Jack Straw, chefe da diplomacia britânica, reconheceu a vergonha da comunidade internacional cujo genocídio lhe passou debaixo do nariz. Ainda hoje, apenas metade da população sérvia acredita no genocídio de Srebrenica e dois terços consideram que os sérvios bósnios Radovan Karadzic e Ratko Mladic são inocentes dos crimes que lhes são imputados. A maioria crê que os sérvios são os grandes prejudicados da guerra dos Balcãs. No cemitério de Potocari, memorial das vítimas de Srebrenica, já estavam 1300 túmulos. Juntam-se agora os restos mortais de 610 vítimas identificadas. Muito ainda está por fazer.