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ECOFIN revê em baixa o crescimento para 2005

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ECOFIN revê em baixa o crescimento para 2005

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Os ministros das finanças dos 12 países da zona Euro estiveram reunidos em Bruxelas, na estreia de Gordon Brown à frente do grupo.

Os défices excessivos e as perspectivas de crescimento, dominaram a discussão, com as previsões a serem revistas em baixa por causa dos recordes que o preço do petróleo tem atingido. A economia europeia tem estado relativamente bem dada a alta no preço da matéria prima, mas a incerteza impera, explica o comissário dos Assuntos Económicos, Joaquin Almunia: “Há algumas dúvidas e riscos, parte desses riscos materializa-se com a subida do preço do petróleo, mas vamos esperar, porque por outro lado temos tido nas últimas semanas algumas boas notícias e indicadores. Portanto pode ser que a segunda parte do ano seja melhor do que a primeira”. Não há acordo entre os actores sobre o crescimento da zona euro este ano. Comissão Europeia e FMI avançam com 1,6% que era a mesma previsão do ECOFIN que agora a reviu em baixa de 0,3%. O Banco Central Europeu fala dum crescimento de 1,4%, mais pessimista a OCDE, no seu relatório anual prevê um crescimento de 1,2% e avisa que para relançar a economia será necessário liberalizar o mercado de trabalho. Essa reforma estrutural será uma das prioridades de Gordon Brown à frente do ECOFIN. Londres tentará também impulsionar a reforma do pacto de estabilidade, das ajudas estatais e completar a construção efectiva do mercado interno que,para o ministro britânico, só será alcançado com uma maior flexibilidade do mercado laboral. O Banco de Portugal também reviu hoje em baixa o crescimento do PIB, que segundo o banco central será de apenas 0,5%. Quanto ao défice orçamental, Campos e Cunha sai de Bruxelas, “convencido” que Portugal terá até 2008 para chegar a um valor abaixo dos 3%.