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Israel acusa Jihad Islâmica de sabotar plano de retirada militar

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Israel acusa Jihad Islâmica de sabotar plano de retirada militar

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O exército israelita realizou esta madrugada uma incursão na cidade palestiniana de Tulkarem, na Cisjordânia, poucas horas depois de ter ordenado o encerramento das fronteiras com os territórios ocupados.

A incursão militar que se poderá prolongar por vários dias conduziu à detenção de cinco presumíveis membros da Jihad Islâmica, o grupo que reinvindicou ontem o ataque bombista ocorrido nas imediações de um centro comercial israelita. A acção considerada por Israel como uma forma de sabotagem do plano de retirada da faixa de Gaza, é o primeiro ataque a quebrar uma trégua de quatro meses acordada entre o presidente Mahmoud Abbas e os principais movimentos palestinianos. Três pessoas morreram depois de um bombista suicida de 18 anos ter deflagrado uma carga explosiva nas imediações do centro comercial Sharon em Nethania. Poucas horas depois do atentado, o ministro da defesa israelita cancelou as reuniões agendadas com representantes palestinianos, prevendo o adiamento da transferência de Belém para os palestinianos, inicialmente agendada para a próxima semana. Ariel Sharon anunciou entretanto ao final da manhã o encerramento das fronteiras da faixa de Gaza, de forma a evitar que extremistas israelitas possam, por seu lado, interferir com o plano de retirada militar, que deverá ser posto em prática em meados de Agosto.