Última hora

Última hora

Volkswagen aperta o cinto

Em leitura:

Volkswagen aperta o cinto

Tamanho do texto Aa Aa

A Volkswagen apresentou um vasto plano de reestruturação que visa poupar dez mil milhões de euros até 2008, depois de uma reunião, esta quarta-feira, do directório do Conselho Fiscal.

Escolher um sucessor para Peter Hartz é outra das missões deste grupo, de quatro pessoas, que aceitou, durante o encontro, a demissão do até agora director de Recursos Humanos. Hartz, figura próxima do chanceler Gerhard Schroeder, demitiu-se na sequência de um escândalo que envolve subornos e mulheres, no qual se diz inocente. O primeiro-ministro da Baixa Saxónia e administrador do grupo, Christian Wulff, foi um dos presentes na reunião e conta como as coisas se passaram: “Aceitámos, por unanimidade, a demissão de Peter Hartz. Estamos a trabalhar para que todos os erros do passado sejam corrijidos e os responsáveis sejam castigados, para que nos possamos concentrar no nosso negócio principal, o fabrico e a venda de carros”. O Estado da Baixa Saxónia é o principal accionista do grupo e está, por isso, representado na Administração. O Conselho Fiscal aprovou também um vasto plano de poupanças, que deve ajudar a empresa a fazer face a uma queda vertiginosa nos lucros. A Volkswagen está a fazer face a uma queda vertiginosa nos lucros. No ano 2000, a Volkswagen teve um lucro de quatro mil milhões de euros. No ano passado, foi de apenas 716 milhões. Prevê-se, para este ano, uma produção de cinco milhões de automóveis. Para conseguir a redução de custos, o grupo vai cortar, sobretudo, nos gastos com os fornecedores e com a distribuição. O grupo quer também aumentar as vendas, ao longo dos próximos três anos. Ao contrário do que se esperava, a reestruturação não vai implicar o fecho de fábricas. Temia-se, sobretudo, pelas instalações de Bruxelas, onde trabalham 5700 pessoas.