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Atentados Londres: onde esteve Hasib Hussain entre as 7h40 e as 9h47 de dia 7?

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Atentados Londres: onde esteve Hasib Hussain entre as 7h40 e as 9h47 de dia 7?

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A polícia britânica divulgou pela primeira vez a imagem de um dos quatro alegados bombistas de Londres, captada por uma câmara de vigilância, duas horas antes dos atentados.

No fotograma surge Hasib Hussain, de 19 anos, transportando às costas quatro quilos de explosivos dentro uma mochila militar. A imagem foi captada na estação de Luton, a norte de Londres, de onde partiram os quatro bombistas na manhã de dia 7 com destino a King’s Cross. Peter Clarke, responsável da brigada anti-terrorista da Scotland Yard, apelou ao público para que contacte a polícia caso tenha informações sobre as actividades, trajecto e companhia de Hussain, “desde que chegou a Londres até deflagrar uma carga explosiva no interior do autocarro número 30 em Tavistock Square”. As autoridades querem averiguar o que se passou durante a hora que separou a chegada do bombista a King’s Cross e a explosão que provocou 13 mortos no interior do autocarro, às 9h47, cinquenta minutos depois da primeira deflagração. A polícia confirmou que, à semelhança de Hussain, os outros dois bombistas eram britânicos de origem paquistanesa, originários da cidade de Leeds, onde prosseguem as investigações. Shehzad Tanweer, que deflagrou uma bomba no metro de Aldgate, tinha 22 anos, Mohammad Sidique, de 30 anos, terá sido o autor do ataque contra o metro em Edgware Road. O quarto elemento do grupo, segundo os media britânicos, será um cidadão jamaicano, Lindsey Germaine, residente em Aylesbury, e cuja casa é alvo de buscas desde o início da manhã. Germaine terá deflagrado a sua carga explosiva no metropolitano entre as estações de King’s Cross e Russel Square. A investigação centra-se agora nas buscas pelo cabecilha dos atentados que teria saído do país no dia 6, e por um possível sexto operacional, um estudante de química egípcio. O saldo oficial de vítimas do ataque é agora de 53 mortos e 700 feridos. Uma dezena de pessoas encontra-se ainda internada em estado grave.