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Durão Barroso pressiona Pequim a respeitar direitos humanos


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Durão Barroso pressiona Pequim a respeitar direitos humanos

A China deve ratificar a Convenção da ONU sobre os direitos cívicos e políticos e libertar os prisioneiros de consciência, antes de a União levantar o embargo da venda de armas a Pequim. Estes os progressos que Durão Barroso espera. O presidente da Comissão Europeia, de visita à China, explica a posição da Europa: “Somos 25 países, todos democráticos, temos de respeitar a opinião pública dos nossos países e é por isso que este assunto ainda precisa de ser mais trabalhado.”

A China também quer que lhe concedam o estatuto de economia de mercado. Barroso diz que “é possível acelerar o processo se houver boa vontade da parte de Pequim, para garantir algumas condições em termos de regras de comércio e de investimento.” Regras como a abertura do mercado chinês às exportações e serviços europeus ou o respeito da propriedade intelectual. Sem esquecer o respeito da concorrência. O comissário para o Comércio admite que, nos têxteis e no calçado, “há queixas de ‘dumping’ – isto é que são vendidos abaixo do seu custo normal, do seu preço normal na China”. Peter Mandelson prometeu que o caso “vai ser investigado” e espera “chegar a uma conclusão no Outono.” Desde Janeiro, quando acabaram as quotas à importação, o mercado europeu tem sido invadido de têxteis e sapatos chineses a preços imbatíveis. Os industriais europeus queixam-se de ‘dumping’ por parte de Pequim.