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Europa pronta a construir base de dados de telecomunicações

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Europa pronta a construir base de dados de telecomunicações

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Os atentados de Londres abriram mais uma polémica entre as capitais francesa e britânica.

O ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy, provocou a ira das autoridades britânicas, com as declarações proferidas em conferência de Imprensa.Sarkozy comentou, perante os jornalistas, que “parece que alguns dos suspeitos dos ataques de Londres teriam estado detidos na Primavera de 2004”. O seu homólogo britânico, Charles Clarke, não apreciou as declarações do ministro francês, deasmentiu a informação e não o poupou: “O senhor Sarkozy está enganado – isto para ser gentil – ao sugerir que discutimos esta questão, o que não aconteceu. Não sei onde foi buscar esta informação, desculpem falar tão francamente”, afirmou. As declarações de Sarkozy foram proferidas depois da reunião dos ministros do Interior e da Justiça da União Europeia que se encontraram para acelerar o processo de cooperação no desenvolvimento das medidas de luta contra o terrorismo. Os Vinte e Cinco concordaram na implementação de um plano até ao final do ano. Em causa está, nomeadamente, a retenção dos dados das telecomunicações pelos operadores de telefones móveis e fornecedores de serviços de internet. Para o ministro italiano do Interior, Giuseppe Pisanu, “ao nível multilateral quanto maior é o número de interlocutores, mais difíceis são as trocas de informações, por isso é preciso agir em conjunto. Mas manter enormes bases de dados acarreta muitos custos, despesa com a qual uns concordam, outros nem tanto. A ministra belga, Laurette Onkelynx, defende que é preciso ultrapassar os problemas económicos e afirma que a Bélgica concorda com uma directiva sobre uma decisão quadro para a retenção dos dados das telecomunicações. Mais ponderado mostra-se o governo holandês. O ministro Johan Remkes diz que com todos os desenvolvimentos tecnológicos, a questão é saber até que ponto os terroristas não podem continuar a furar as malhas do sistema e se o dinheiro que se vai investir vai servir para alguma coisa. Há apenas um mês a União Europeia tinha rejeitado a proposta para retenção dos dados invocando a proporcionalidade, os custos, a defesa da privacidade e das liberdades civis.