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Presidente francês aproveita cerimónia para operação de charme

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Presidente francês aproveita cerimónia para operação de charme

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O Presidente francês, Jacques Chirac, afirmou hoje durante uma entrevista comemorativa do 14 de Julho francês (que assinala a Tomada da Bastilha, em 1789) que “nenhum país está a salvo de atentados” como os que abalaram Londres no passado dia 7 de Julho.

Lula da Silva esteve ao seu lado a co-presidir à parada militar nos Campos Elíseos. A sua imagem em França não parece muito abalada pelas denúncias de corrupção no Brasil. Membros do seu governo terão pago uma mesada a deputados para que votassem os seus projectos-lei (o “Mensalão”). Recebeu honras militares de 109 cadetes brasileiros. Ir ao estrangeiro não parece abalar Chirac nos dias de hoje:“Quando estou fora de França, não me coloco, de todo, à defesa. Sinto-me seguro porque os valores que defendo são valores seguros e esses são os nossos”. “Não creio que o modelo (sócio-económico) britânico seja um modelo desejável ou a copiar. É verdade que o desemprego é menos importante do que o nosso. Mas se observarmos os modelos da vida em sociedade, quer se trate de política da saúde ou da luta contra a pobreza, vemos que estamos melhor (ultra)passados quer dizer, situados que os britânicos” Quanto ao referendo. “notei uma energia na mensagem dos franceses, a 29 de Maio, uma ambição nova para avançar e creio que é possível fazê-lo agora. É com ambição e unidade que sairemos das dificuldades e isso supõe que os políticos dêem o exemplo e que se mantenham unidos com o único objectivo de servir os franceses”. Chirac aludia indirectamente ao seu mais directo rival, o ministro do Interior, Nikolas Sarkozy, que disse em público não ter interesse no discurso do presidente.