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Orçamento comunitário para 2006 aprovado em primeira leitura

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Orçamento comunitário para 2006 aprovado em primeira leitura

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Não foi pacífica, a aprovação do orçamento comunitário para 2006. Nas negociações ministeriais, a proposta da presidência britânica da União foi aprovada, em primeira leitura. São 111 mil milhões de euros, menos do que os 112 mil propostos pela Comissão.

Bruxelas e Londres mantêm um braço de ferro sobre a questão. A presidência britânica propôs cortes nas áreas da investigação e da luta contra o desembprego, o que provocou a ira de Bruxelas. O secretário de Estado britâncio do Tesouro, Ian Lewis, diz que as críticas são enganadoras: “A Comissão referiu-se repetidas vezes à proposta da presidência de cortar o orçamento para a investigação. A proposta do Conselho é aumentar, num ano, em 2006, o orçamento para a investigação em 12%. A comissâo previra um aumento de 22%. Portanto, não h’a um corte, há um crescimento, um aumento de 12%. Só que não é tanto como a Comissão previra para 2006.” A Comissão, por seu lado, diz que as verbas para a administração também foram reduzidas, apesar do aumento do número de Estados membros. A comissária Dalia Grybauskaite queixa-se: “A proposta que hoje está na mesa não tem nada a ver com quem será contratado, se é melhor ou pior, se vem dos novos ou dos antigos Estados membros… Apenas signfica que em 2006 a Comissão não fará qualquer recrutamento, é tudo.” Contudo, a Comissão não tem poder em termos de orçamento. Para ser aprovado, o texto tem de receber o acordo, não só dos Estados membros, mas também do Parlamento Europeu, que tem poderes de codecisão nesta matéria.